Manifestantes defendem candidatura de Iván Cepeda à presidência da Colômbia

Agência ComunicaSul de Comunicação Colaborativa estará novamente presente, acompanhando a decisiva eleição

A Colômbia terá uma eleição presidencial no próximo dia 31 deste mês, na qual o império já está usando todo o seu potencial de armas midiáticas e terrorismo digital para impedir a vitória do senador Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico – a coalizão de esquerda – e indicar um representante dos interesses econômicos e políticos estadunidenses.

Observar e analisar essa eleição será tão importante para enfrentar a extrema- direita no Brasil quanto foi para os iranianos observar e analisar o inimigo na “Guerra dos 12 dias” para aprender a enfrentá-lo com sucesso, como estão fazendo agora frente aos ataques sionistas do “Sindicato Epstein”.

A derrota e os altíssimos custos econômicos e sociais da guerra contra o Irã deixam como alternativa para o acuado Trump voltar-se definitivamente para o nosso continente – onde já vem conquistando largo terreno nos últimos anos com a eleição de governos alinhados ao império na Argentina, Equador, Bolívia e Chile -, além de ter a fascista Keiko Fujimori disputando o segundo turno no Peru, sem falar no golpe aplicado na Venezuela com o sequestro do presidente Nicolás Maduro. Levando-se em conta que o Paraguai já é alinhado a eles, faltam apenas a Colômbia e o Brasil para que a América Latina volte a ser o almejado “quintal” dos interesses econômicos predatórios do império da pirataria.

No domingo (10) foi divulgada pelo portal Colômbia Check reportagem investigativa da jornalista Paola Benjumea Brito, na qual se demonstra que nas últimas semanas já foram publicados 340 materiais pagos nas plataformas da Meta com ataques a Iván Cepeda. Segundo Paola, a partir de 13 contas falsas de Facebook e Instagram, com nomes genéricos e sinais claros de ação coordenada, “se pautaram conteúdos falsos ou enganosos com estes ataques ao candidato”. As matérias mentirosas tentam ligar Cepeda às FARC e vinculá-lo à onda de violência provocada nos últimos dias por forças paramilitares ainda em ação no país.

Enquanto isso, no Brasil, uma verdadeira avalanche de matérias enganosas sobre o governo Lula circula livremente pelas plataformas Tik Tok, Facebook e Instagram, numa campanha fora de controle com vistas a eleger o candidato da família Bolsonaro, vassalo vergonhoso do governo de Donald Trump.

Na Colômbia, a expectativa é de crescimento da violência e do bombardeio digital nestas duas últimas semanas de campanha e o que acontece lá deve servir de alerta e objeto de análise profunda dos engajados na campanha de Lula, o único capaz de derrotar as forças da direita de fora e de dentro do país, se souber enfrentar as poderosas armas do inimigo.

A Agência ComunicaSul de Comunicação Colaborativa estará mais uma vez cobrindo essa decisiva eleição – com uma equipe de jornalistas na Colômbia e no Brasil – a fim de fazer o contraponto com as informações da mídia hegemônica e mostrar o que realmente acontece nas ruas, nas redes, nos bastidores fora do olhar das agências internacionais vinculadas ao império.

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CAIO TEIXEIRA

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