Com 730 mil barris, o petroleiro Anatoly Kolodkin furou o criminoso bloqueio e chegou à Ilha caribenha (RussiaToday)

100 mil toneladas de petróleo bruto passaram pelo refino e começam a chegar aos principais centros de consumo do país

O governo cubano iniciou neste sábado (18) a distribuição das 100 mil toneladas de petróleo russo (730 mil barris) destinadas à ajuda humanitária para enfrentar o criminoso bloqueio imposto pelos Estados Unidos. O carregamento que chegou no final de março foi o primeiro desde o dia 9 de janeiro, quando a Venezuela e o México foram pressionados a interromper o fornecimento de energia à Ilha caribenha.

“É um fato significativo, um gesto de apoio, um sinal de solidariedade para com Cuba em situações difíceis, como sempre fizeram a Rússia e o povo irmão russo”, agradeceu o presidente Miguel Díaz-Canel.

“Há quem se pergunte: ‘Bem, por que, se o navio chegou há alguns dias, ainda não se vê o impacto?’. Porque chegou como petróleo bruto, passou por um processo de refino, depois de distribuição e agora começaremos a ver os resultados dessa ajuda russa”, acrescentou o líder cubano.

Diante da gravidade da crise energética provocada pelo governo Trump, o diretor adjunto da União Cuba-Petróleo (Cupet), Irenaldo Pérez Cardoso, salientou que o precioso auxílio transportado pelo petroleiro Anatoly Kolodkin, está sendo distribuído como gasolina, diesel e gás liquefeito, com prioridade para a geração de energia elétrica e serviços essenciais. Cardoso ressaltou que o refino do petróleo bruto continuará e deve levar cerca de duas semanas.

“Todos os dias um nível de produção é certificado e é imediatamente enviado aos centros de consumo”, explicou o dirigente da Cupet, frisando que a repartição tem sido feita de forma extremamente cautelosa por caminhões para todas as províncias (estados), bem como por trens e navios que levarão o produto para a região oriental e à Ilha da Juventude.

Infelizmente, segundo a projeção de Cardoso, este primeiro carregamento cobrirá apenas um terço da demanda mensal do país. “Não resolve todo o problema energético, mas é um alívio importante em meio ao bloqueio energético que nos é imposto”, reiterou.

“UM NAVIO RUSSO ROMPEU O BLOQUEIO”

O ministro da Energia da Rússia, Sergey Tsivilev, disse que o país se prepara para enviar um segundo navio petroleiro. “Cuba está sob um bloqueio total, está isolada. De onde veio o carregamento de petróleo? Um navio russo rompeu o bloqueio. Agora está sendo carregado o segundo. Não deixaremos os cubanos em dificuldades”, enfatizou Tsivilev.

O agravamento do bloqueio estadunidense impõe inúmeras restrições ao desenvolvimento cubano, já que o país necessita do combustível para estabilizar parcialmente o sistema elétrico nacional, o serviço nas fábricas, nos hospitais e escolas.

Neste contexto, a diminuição da frequência e a duração dos longos apagões surge como principal expectativa da população com a distribuição do petróleo. Da mesma forma, as redobradas ações de solidariedade e cooperação dos governos e povos de todo o mundo têm estimulado o sentimento de resistência e combate dos cubanos.

HORA DO POVO

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