Manifestantes repudiam postura criminosa do reino do Marrocos

“Ativistas saarauís estão definhando na prisão há anos, após serem condenados por tribunais marroquinos em julgamentos injustos”, denuncia a Anistia Internacional

LA HUMANIDAD

O prisioneiro civil saarauí Sidi Abdallah Ahmed Sidi Abhah, membro do grupo Gdeim Izik, sofreu uma grave crise respiratória na terça-feira (24) após agentes penitenciários pulverizarem produtos químicos sem permitir sua saída ou lhe fornecer medidas de proteção.

De acordo com um comunicado da Liga para a Proteção dos Prisioneiros Saarauís, sua família relatou que Sidi foi transferido para a enfermaria em estado crítico após uma súbita piora de sua saúde e que, durante o procedimento, foi submetido a abusos verbais e físicos por parte dos funcionários.

O comunicado também indica que outro prisioneiro na prisão de Ait Melloul, Brahim Daddi Ismaili – também membro do mesmo grupo – foi privado de 15 sessões de fisioterapia prescritas por um médico desde 21 de maio, devido a uma lesão no joelho direito.

Embora as sessões estejam registradas em seu prontuário médico, nenhuma foi realizada, o que agravou seu estado de saúde. Em 19 de junho, a Liga também informou que Abdallahi El Ouali Lekhfaouni sofreu um grave episódio de asfixia durante uma desinfecção de cela com produtos químicos tóxicos, realizada sem aviso prévio ou medidas de proteção. Abdallahi não recebeu atendimento médico após o incidente. “Ativistas saarauís estão definhando na prisão há anos, após serem condenados por tribunais marroquinos em julgamentos injustos”, declararam a Human Rights Watch e a Anistia Internacional.

 

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