
O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, qualificou de “inaceitável” a continuidade do genocídio perpetrado pelos israelenses na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, e convocou a que se faça uma ampla campanha de arrecadação de alimentos para enfrentar a catástrofe humanitária que abala o enclave palestino.
Orsi disse compartilhar da estratégia da Organização das Nações Unidas (ONU) para Gaza, incluindo o fornecimento de alimentos básicos à população do território sitiado, e frisou que o país pretende enviar uma ajuda emergencial, já que os palestinos necessitam de mais ações e menos palavras.
“Vou dizer algo muito mais concreto: como posso apoiar essa população. Temos algumas alternativas: temos leite em pó e arroz. Estamos buscando maneiras de entregá-los corretamente e garantir que o apoio realmente chegue ao seu destino”, defendeu o presidente uruguaio, diante dos inúmeros obstáculos impostos pelos sionistas para que Gaza receba o alimento que é enviado solidariedamente até mesmo pelas Nações Unidas. “Se há algo de que o povo de Gaza precisa não são anúncios; podemos encher nossos bolsos com anúncios”, ressaltou Orsi, reiterando que “o que a ONU está propondo é um caminho para a paz”, que vem sendo boicotado pela agressão ininterrupta de Israel.
De acordo com a ministra de Defesa do Uruguai, Sandra Lazo, as ações estão sendo analisadas e, de fato, tanto o presidente quanto o próprio chanceler Mario Lubetkin e o gabinete como um todo está analisando essas questões, pois a matança em Gaza “saiu do controle”. “O voto do Uruguai teve muito a ver com o surgimento do Estado de Israel em 1948, mas não esqueçamos que, em 2011, também teve muito a ver com o reconhecimento do Estado Palestino. Então, quero deixar isso bem claro, porque o Uruguai tem uma posição séria como Estado, que me faz acolher a todos, mas também é uma posição que não desequilibra a balança e não deveria desequilibrá-la”, argumentou.
O terrorismo de Estado israelense em Gaza assassinou até agora ao menos 54.607 palestinos, a maioria mulheres e crianças, e outros 125.341 feridos, de acordo com o último relatório do Ministério da Saúde do enclave.
